Berlin Costelaria | Vitrine
Berlin Costelaria | Vitrine
Berlin Costelaria | Noite do calouro festeja os dez anos de Varejão nos Cavs: Segunda casa

Noite do calouro festeja os dez anos de Varejão nos Cavs: Segunda casa

Sexta - 20/12/2013

Parece que foi ontem, mas lá se vão dez anos que Anderson Varejão deixava a Espanha para embarcar no sonho de jogar na NBA. Do alto de seus 2,11m e 125kg, o campeão da Euroliga pelo Barcelona, em 2003, desembarcou em Ohio um ano mais tarde para defender o Cleveland Cavaliers, após uma troca na mesma noite do Draft com o Orlando Magic. A estreia foi na temporada 2004/2005 contra o Indiana Pacers do craque Reggie Miller - que estava se despedindo da liga -, mas a sintonia com os torcedores foi imediata. Talvez mais pelo seu jeito extrovertido e sua cabeleira extravagante do que propriamente pelo basquete em quadra.
Com apenas 21 anos, o pivô que começou a carreira no Saldanha da Gama, do Espírito Santo, sua cidade natal, sabia que os minutos na primeira temporada nos Estados Unidos seriam contados. Mas não demorou muito para que eles se multiplicassem, e o camisa 17, hoje com 31 anos, virasse ídolo. A idolatria aumentou com o passar dos anos e, nesta sexta-feira, na Quicken Loans Arena, o calouro de 2004 será homenageado antes da partida contra o lanterna da Conferência Leste, Milwaukee Bucks, às 22h30min (horário de Brasília). Será a ‘Rookie Andy Night’ (Noite do Calouro Anderson), que celebrará uma década do capixaba em Cleveland. Antes, Varejão já havia sido homenageado com a "Snuggie Night" (Noite do Cobertor) e "Wig Night" (Noite da Peruca).
- Dez anos nessa equipe e não imaginava que as coisas fossem acontecer assim. Lembro bem de quando cheguei, da maneira como todos me receberam e do carinho que fez com que me sentisse em casa. Estou muito feliz aqui em Cleveland, e respeito muito os fãs, a franquia e meu time. Espero que a noite seja de vitória, principalmente porque estamos na nossa casa. Estamos passando por um bom momento, com bastante volume de jogo, evoluindo a cada partida e esse é um jogo perigoso. Os Bucks estão buscando a recuperação, e precisamos ter muito foco para conseguir um resultado positivo - afirmou o pivô, ‘batizado’ de ‘Coisa Selvagem’ (Wild Thing) pelos torcedores por sua raça e dedicação em quadra.
A festa é para Varejão, mas os torcedores é que serão presenteados com um boneco do brasileiro, que figura entre os dez maiores jogadores nas estatísticas da história do Cleveland. O capixaba aparece como o sétimo jogador com mais partidas pela franquia (564); o oitavo em aproveitamento nos arremessos (0,514%); o sétimo em roubadas de bola (523); o oitavo em tocos (393); o terceiro em rebotes ofensivos (1.421); e o sexto em rebotes defensivos (2.733), garantindo a quarta posição em total de rebotes (4.154).
Por conta de lesões, Varejão perdeu 162 jogos nas últimas três temporadas (atuou em apenas 81 das 243 partidas). Em 24 partidas esse ano, o ala/pivô acumula médias de 8,3 pontos, 8,5 rebotes e 2,2 assistências por partida
Em entrevista por e-mail ao GloboEsporte.com, o pivô brasileiro também falou sobre o tempo que ficou parado, da vida de casado e da esperança em disputar o Mundial da Espanha no ano que vem, com a seleção brasileira.
GloboEsporte.com: Depois da "Snuggie Night" e da "Wig Night", a "Rookie Andy Night". Você se sente orgulhoso e privilegiado com tanto carinho e tanto prestígio com os torcedores do Cavs?
Anderson Varejão: Muito. Estou muito feliz aqui em Cleveland, é a minha segunda casa, e essas homenagens mexem comigo. Dez anos nessa equipe, não imaginava que as coisas fossem acontecer assim. Lembro bem de quando cheguei, da maneira como todos me receberam e do carinho que fez com que me sentisse em casa. Tudo isso me ajudou a superar as dificuldades de adaptação, de língua, do frio… Estou muito feliz aqui em Cleveland, e respeito muito os fãs, a franquia e meu time. Tudo o que faço em quadra é em retribuição a eles. Esses dez anos foram especiais na minha vida. Espero que a noite seja de vitória, principalmente porque estamos na nossa casa. Estamos passando por um bom momento, com bastante volume de jogo, evoluindo a cada partida e esse é um jogo perigoso. Os Bucks estão buscando a recuperação e precisamos ter muito foco para conseguir um resultado positivo.
Quando chegou na NBA você era apenas um novato no meio de um time experiente e liderado por um dos melhores jogadores da liga. Hoje você é o cara mais experiente de um time jovem e promissor. O que mudou de lá para cá e qual o balanço que você faz na sua décima temporada no melhor basquete do mundo?
O balanço é positivo. Sabia o quanto era difícil entrar na NBA, mas sabia que era ainda mais difícil ficar, me manter em alto nível. Já estou na décima temporada. Olho para trás e fico feliz em ver que consegui chegar, me firmar e ajudar o Cleveland. Sinto-me feliz por ter construído uma relação forte com a franquia e com os torcedores. Tudo era novo para mim em 2004, e, num primeiro momento, a NBA assusta. Fui muito ajudado quando cheguei, especialmente pelos mais experientes, que me deram suporte e confiança. Eu tento passar para os novatos um pouco daquilo que recebi, ajudar no que posso, tentar deixá-los mais tranquilos e seguros para que possam jogar um bom basquete. Esta é a minha décima temporada, mas me sinto como um novato, cheio de vontade, de motivação. Sou um garoto só que mais experiente.

É mais difícil ser uma promessa no meio de tantas feras, como Lebron James, Mo Willians, entre outros, ou ser a referência em um time de garotos?
Acho que são situações bem diferentes. Mas nas duas a responsabilidade e a cobrança são muito grandes. Quando cheguei ao Cleveland, tínhamos jogadores jovens, e os mais experientes foram fundamentais para que o grupo se tornasse mais homogêneo e mais unido para que houvesse um ambiente bom e conseguíssemos os resultados. Fomos campeões do Leste, chegamos à final da liga, aquele grupo conseguiu muitas coisas boas. Eu era um novato, mas o apoio e a confiança que me passavam foram fundamentais para ter me afirmado na NBA e estar aqui hoje na condição de mais experiente do grupo atual. Procuro passar um pouco daquilo que recebi quando cheguei, me vejo com essa obrigação. O Cleveland está montando um time forte, mesclando jogadores mais rodados com jovens de talento, uma equipe que está se ajustando, que tem tudo para crescer e ir longe no futuro.

Como está sendo sua readaptação desde que foi operado e voltou a jogar?
Estou bem, recuperado, saudável e feliz por estar jogando sem qualquer tipo de limitação.
Como está a vida de casado, muitas mudanças?
Estamos bem e muito felizes. Na verdade não mudou muito, não. Já estávamos vivendo juntos, o casamento foi mais para oficializar e ter os amigos por perto para celebrar isso com a gente.
Acredita que o Brasil será convidado para o Mundial da Espanha no ano que vem?
Acredito, sim. E espero que esse convite venha. Acompanhei a Copa América e o que aconteceu foi um acidente, o Brasil não fez um bom campeonato e isso faz parte. Se olharmos o retrospecto da seleção brasileira nos últimos quatro, cinco anos, vamos ver que esse foi um resultado atípico. Tivemos uma boa campanha nas Olimpíadas, fizemos um bom Mundial em 2010 e estamos com um grupo forte. O país vai sediar os próximos Jogos Olímpicos e acho que isso tudo conta muito. Torço para que o convite venha, é importante para o momento do nosso basquete.

Pretende estar na seleção?
Espero ser convocado e quero muito estar no Campeonato Mundial. Torço muito para que o convite seja confirmado e eu possa estar no grupo.

Gostaria de voltar a jogar no Brasil antes de encerrar sua carreira?
É algo que passa pela minha cabeça, sim, mas voltar ainda jogando em alto nível. Acho que seria muito bacana. Daqui a alguns anos, quem sabe?
Fonte: globoesporte

Horário

Segunda a sexta-feira a partir das 11h30
Sábado e domingo a partir das 12h00

Local

Rua Cuiabá, 57 - Jardim Paulistano Sorocaba - SP

Fone

(15) 3321-2940

Indique nosso site!